domingo, 19 de dezembro de 2010


Ilusão de Vidro


Olhos de vidro brilhantes eu carrego,
Hiperativos em busca de ver o além,
Aquela alegria palpitante eu nego,
Até seu coração aceitar que eu sou alguém.

Mergulhada nesse corpo emprestado,
Encolhida nesse pesadelo congelado,
Nem aqui sequer essa dor se dispersa,
Eu sonhei com a ilusão daquela promessa.

Infeliz corpo que deve suportar meus lamentos,
Atingido por minha loucura,
Eu danço com esses ventos,
Meus passos demonstram amargura.

Eu não sou ela, ela não é eu,
Afastadas por um vidro severo,
Seu íntimo se torna meu,
Desejava tornar-me ela, começando do zero.

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